quarta-feira, 14 de março de 2012

JOGOS ABERTOS DE PORTO ALEGRE-2012


JOGOS ABERTOS DE PORTO ALEGRE - 2012

INSCRIÇÕES:

de 04 à 20 de abril de 2012


Os Jogos Abertos de Porto Alegre, realizados pela SME, são disputadas em cinco modalidades esportivas (basquete, futebol, futsal, handebol e vôlei), baseados nos princípios de participação, democratização e educação por meio do esporte. As categorias existentes envolvem crianças e adolescentes dos 10 aos 18 anos, vinculando clubes, escolas, associações esportivas e unidades da SME e são realizados no período de maio a dezembro.

Quadro geral de categorias e modalidades

MODALIDADE
Handebol
Futsal
Voleibol
Basquete
Futebol
CATEGORIA
Mini/Pré-mirim
00/01/02
(M/F)
01/02
01/02/03
(M/F)
01/02
Mirim
99/00
(M/F)
99/00
(M/F)
99/00
(M/F)
99/00
(M/F)
Infantil
98/99
(M/F)
97/98
(M/F)
97/98
(M/F)
97/98
(M/F)
97/98
(M/F)
Cadete
96/97
(M/F)
-
-
-
-
Juvenil
94/95
(M/F)
-
94/95/96
(M/F)
94/95/96
(M/F)
-

CONGRESSOS TÉCNICOS

Todos os Congressos Técnicos serão realizados no auditório da SME, na Av. Erico VerIssimo, 843, às 19 horas. Segue o quadro de datas por modalidade:
MODALIDADE
DATA
DIA DA SEMANA
Handebol
24/04
terça-feira
Futebol
25/04
         quarta-feira
Futsal
26/04
quinta-feira
Voleibol
02/05
quarta-feira
Basquete
08/05
terça-feira
ATENÇÃO:
Art. 9º - A confirmação de inscrições será feita durante os Congressos Técnicos de cada modalidade, sendo obrigatória a presença do responsável pela equipe ou seu representante. A ausência do representante implicará na exclusão da equipe na modalidade, podendo ser substituída conforme lista de espera presente no congresso (REGULAMENTO GERAL DO JAPA - 2012).

REGULAMENTO GERAL

 

FICHA DE INSCRIÇÃO

VERSÃO .DOC - PODE SER PREENCHIDA
NO WORD E REMETIDA PARA

CURSO DE ARBITRAGEM SME 2012


Curso de arbitragem de futebol abre inscrições







Curso de arbitragem de futebol abre inscrições

14/03/2012 09:06:49

A partir desta quinta-feira, 15, estarão abertas as inscrições para o curso de arbitragem de futebol realizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME), destinado a homens e mulheres acima de 18 anos. Os ministrantes serão árbitros filiados ao Sindicato dos Árbitros de Futebol do Rio Grande do Sul, professores de educação física da SME e palestrantes convidados.

O curso é gratuito e será dividido em duas etapas: teórica e prática. A primeira fase, com 18 horas, ocorre entre abril e junho e terá aspectos educativos da arbitragem, regras oficias, técnicas de arbitragem e preenchimento de súmula. Serão nove encontros a partir de 2 de abril, nas segundas-feiras, das 19h às 21h. A segunda etapa, com 20 horas, acontecerá entre setembro e dezembro, com observação e análise de jogos e arbitragem de jogos do campeonato municipal, categorias pré-mirim, mirim e infantil. Os alunos que tiverem 70% de frequência na parte teórica e na prática de arbitragem receberão o certificado de conclusão do curso.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente, com apresentação de um documento de identidade, na Gerência de Futebol da SME, localizada na av. Erico Verissimo nº 843, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3232-4234. O curso disponibiliza apenas 70 vagas.



terça-feira, 6 de março de 2012

Dia 8 de março dia internacional da Mulher


Reportagens Do programa Bom Dia Brasil
Em homenagem as mulheres no futebol!!!

Na próxima quinta-feira (8) é o Dia Internacional da Mulher e o Bom Dia Brasil começa nesta segunda uma série especial sobre elas e o futebol. Nas arquibancadas, nas lojas do clube, até em um dos momentos mais difíceis da vida. “A carteirinha do Inter foi junto comigo. Eu amo esse time”, contou Neyva Luz, torcedora do Internacional.
Essa é uma história sobre mais uma invasão feminina. Em uma foto tirada em um estádio lotado, é só aproximar a imagem e um fenômeno dos últimos anos se apresenta: nela, de dez torcedores, quatro são mulheres.
Em um estádio ou em um centro financeiro como é a Avenida Paulista em São Paulo, é fato: as mulheres estão cada vez mais ocupando espaços que tradicionalmente eram frequentados pelos homens.
Não existe uma pesquisa ou uma comprovação científica que diga qual é o percentual de mulheres no estádio, mas são vários os exemplos que comprovam que o futebol já faz parte do universo feminino.
Na loja do Sport do Recife, 30% da clientela é feminina. Nas lojas dos maiores clubes brasileiros, já são feitas camisas, shorts e produtos especialmente para mulheres. No site do Atlético-PR, um espaço dedicado a elas.
Segundo pesquisa de uma empresa de consultoria esportiva, isso é apenas o começo. Hoje, 6% das mulheres brasileiras com mais de 16 anos vão aos estádios. Mas, 46% dizem que se interessam por futebol.
Para transformar interesse em presença, o futebol precisa dar mais conforto e segurança às mulheres, que querem transformar o jogo de futebol em mais um agradável programa em família.
“Essa combinação de futebol espetáculo e ambiente familiar, que a mulher tanto presa, vai fazer com que, tendo as condições de menos violência e melhores acomodações, ela passe a ir mais ao estádio”, afirmou Fernando Ferreira Pinto, diretor de consultoria esportiva.
O Internacional de Porto Alegre investiu e já está lucrando. Em dez anos o número de sócias subiu de 2% para 22%. São 23 mil entre os mais de 103 mil sócios colorados. O Internacional deu banheiros agradáveis, fraudários e segurança. As mulheres dão dinheiro. “A inadimplência da mulher é três vezes abaixo da inadimplência normal”, Norberto Guimarães, diretor do Internacional.
A família Luz tomou um caminho diferente da que sempre faz quando vai ao Beira-Rio. Desta vez, três gerações de coloradas de uma mesma família entraram no gramado. Isso não é pouca coisa. “O Internacional faz parte da minha vida, faz parte da minha história e da minha família”, disse Neyva Luz, torcedora do Internacional.
Dona Neyva começou o que virou uma tradição na família: mulher gostar e falar de futebol. “Sábados, domingos que a gente se reúne, geralmente em almoço, o assunto é sempre Inter”, Maria da Glória Lopes, outra torcedora do Inter.
Juliana já é da terceira geração de coloradas da família Luz. O programa preferido dela passa pelo Beira-Rio. “Comer churrasco com pressa, rapidinho, para vir para o Beira-Rio ver o Inter ganhar”, contou Juliana Sheffer.
Com o Internacional, mesmo muito longe do Beira-Rio. A família estava no navio que naufragou na costa italiana em janeiro. As roupas foram perdidas, mas a carteirinha do clube, dona Neyva salvou. “A minha carteirinha estava dentro da doleira. Ela foi comigo. Eu amo esse time”, disse Neyva Luz.
Dona Neyva, a família Luz é apenas um exemplo dos muitos que se multiplicam nos clubes brasileiros. Não existe apenas um fator que determine essa invasão feminina em um dos universos masculinos. São vários: as transmissões multiplicadas de futebol na TV brasileira, as vidas mais compartilhadas entre homens e mulheres, mas, principalmente, o processo contínuo de independência feminina. O futebol é um esporte cada vez mais de todo mundo.
Assista ao vídeo:

Edição do dia 06/03/2012
06/03/2012 13h26 - Atualizado em 06/03/2012 13h27


A segunda reportagem da série sobre mulheres no futebol vai mostrar as jornalistas que estão nas redações, nos campos, nos vestiários.

A comemoração é só na quinta, mas no bom dia, a homenagem ao Dia Internacional da Mulher começou antes. A segunda reportagem da série sobre mulheres no futebol vai mostrar as jornalistas que cobrem futebol, estão nas redações, nos campos, nos vestiários. As barreiras para elas nessas profissões hoje em dia são muito menores.
A Regiani é paulista, tem a Marluci que é carioca e a Clara, baiana. “Mulher precisa dar uma chance para o futebol e na hora que ela dá uma chance, não tem para onde correr. É muito difícil não se apaixonar pelo futebol”, disse a jornalista Clara Albuquerque.
Esta é uma história sobre mulheres craques em futebol. Se o assunto é futebol, a baiana Clara Albuquerque fala com propriedade. Leitora contumaz Clara devorou o livro sobre o assunto e gostou tanto que decidiu escrever o dela. “A linha da bola”, que tem assumidamente uma versão cor de rosa do mundo do futebol. O livro é uma declaração explicita de uma paixão de criança. No ano de 1986, o Brasil vivia o clima da Copa do México. Clara tinha apenas 4 anos e não gostou nada do presente que ganhou da avó.
“Ela trouxe para meu irmão uma camisa da seleção brasileira e para mim trouxe uma boneca. Eu fiquei revoltada. Chorei horas porque eu não conseguia entender porque não conseguia entender que meu irmão tinha ganhado uma camisa da seleção que estava na televisão jogando e eu tinha ganhado uma boneca. Eu queria participar daquilo também”.
Ela ganhou uma camisa improvisada da seleção e com o tempo a diversao virou profissão. Hoje, ela tem uma coluna no jornal, um blog na internet e um quadro sobre esportes na TV Bahia. “Me preparei para trabalhar com futebol porque é a minha paixão. É uma coisa que eu vivo. Se eu estou de folga eu vou assistir futebol. Se eu estou trabalhando, vou assistir futebol. Então, é uma coisa que eu vivo muito”, explicou.

Está cada vez mais fácil encontrar Brasil afora exemplos de mulheres que adoram contrariar uma máxima masculina. Aquela que diz que futebol é coisa para homem.

Longe das belas praias do Rio de Janeiro, o Bom Dia Brasil encontrou Marluci Martins. A paixão pelo futebol a levou para o jornalismo. Ela foi setorista do clube de maior torcida do país e acompanhou de muito perto a carreira de um dos grandes craques do Brasil. “O Romário chegou em 95 ao Flamengo com toda a mídia em cima. Em 94 ele foi o melhor jogador da Copa, foi campeão. As coisas não funcionavam muito bem no Flamengo, eu cobria o Flamengo, ele parou de falar comigo e eu nunca entendi bem o motivo. Passamos o ano inteiro brigando e eu só voltei a falar com o Romário em 2000”, contou jornalista Marluci Martins.
Oito anos depois, foi Marluci que contou para o mundo que Romário ia parar de jogar. “Eu peguei o telefone, estava em casa, e liguei para ele. ‘Romário, seu contrato acaba agora. Como vai ser a sua vida?’. Ele disse assim: ‘Pois é, agora que eu parei, tenho que arrumar alguma coisa’. E eu: ‘Parou?’. Ele confirmou: ‘É, parei’. Esse furo da aposentadoria do Romário foi o maior porque o cara foi campeão do mundo, um dos maiores jogadores da história do futebol mundial”, revelou Marluci.
Já são 24 anos de jornalismo esportivo, quatro copas do mundo e incontáveis histórias que inspiraram Patrícia Gregório, hoje, assessora de imprensa do Vasco da Gama. “Meu pai sempre comprava o jornal quando a gente era criança e sempre as matérias do Vasco eram escritas pela Marluci Martins. Eu ficava encantada lendo aquelas matérias escritas por uma mulher. E eu pensava ‘Um dia ainda vou ser jornalista também. Ainda vou escrever sobre futebol’”, lembrou Patrícia.
Regiani Ritter é referência em São Paulo. Trabalhou com futebol durante 15 anos. Tem muitas lembranças desse lugar. “É olhar e tremer. Sentir vontade de voltar no tempo e fazer tudo de novo. Tudo igual. Não mudaria nada. Faria tudo igual. Mesma coragem, mesmos desafios. Dizem que só tem saudade quem já foi feliz e eu sou uma privilegiada. Eu sou feliz até hoje, mas é claro que meu tempo de campo, de gramado passou”, disse Regiani.
Emoção de quem um dia trabalhou junto ao campo. Uma precursora. Repórter de rádio no início dos anos 80, em um ano que as entrevistas depois dos jogos não eram em uma sala de imprensa, mas nos vestiários. “A primeira vez que eu entrei no vestiário, tentei me convencer de que aquilo era absolutamente normal. Que eu não ia ver nada que eu nunca tivesse visto e que eles, estando nus, não iam ver uma mulher pela primeira vez”, destacou a Regiani.
A importância dessa jornalista foi materializada em um troféu. O Troféu Regiani Ritter, homenagem da Associação dos Cronistas de São Paulo às mulheres que trabalham com futebol. Algo cada vez mais comum. Hoje, o número de mulheres credenciadas é 12 vezes maior. Subiu de oito para 90 jornalistas. A Regiani, a Marluci e a Clara são exemplos de que o futebol segue uma tendência da vida.
“Esses tabus estão sendo quebrados. As mulheres estão participando mais em todas as áreas da sociedade e o futebol entra nesse pacote”, completou Clara.
Assista a reportagem:

Número de Crianças Obesas cresce e preocupa Ministério da Saúde


Edição do dia 06/03/2012
06/03/2012 09h37 - Atualizado em 06/03/2012 09h37


Um alerta para os pais: uma em cada três crianças está acima do peso no Brasil. Nesta semana, mutirão percorre escolas para pesar e medir alunos.


Um alerta para os pais: uma em cada três crianças está acima do peso. A obesidade infantil preocupa o Ministério da Saúde.
E a mobilização começou pelas escolas. Durante toda a semana, profissionais do Saúde da Escola vão pesar e medir os alunos. Aqueles que estiverem com excesso de peso vão ser encaminhados para unidades de saúde. Mais de cinco milhões de estudantes, com idades entre 5 e 19 anos, deverão ser atendidos.
Depois que ficou diabético, Tércio Carvalho decidiu: ele e toda a família fariam dieta. Mas, convencer os filhos nem sempre é fácil. “O mais difícil é disciplinar as crianças a comerem na hora certa e comerem o que é nutritivo”, conta o empresário.
Vinícius, filho dele, se esforça. Só que, às vezes, pula uma refeição importante. “Café da manhã, de vez em quando. Quando eu acordo cedo, dá tempo. Aí, dá para comer. Mas quando não dá, não deu”, diz ele.
E para resistir às tentações que estão bem na porta da escola? “Pipoca, refrigerante, balinha, doce”, enumera a estudante Alícia Ferreira, de 12 anos.
O excesso de peso entre os pequenos, crianças de 5 a 9 anos, foi o que mais chamou a atenção do Ministério da Saúde: 35% dos meninos e 32% das meninas estão acima do peso. Mais de 500 mil estão no nível mais grave de obesidade. E 136 mil adolescentes estão na mesma situação.
Médicos e enfermeiros do Ministério da Saúde estão visitando 22 mil escolas públicas de todo o país. Eles medem a pressão, a altura e pesam as crianças. Quem está obeso é encaminhado aos centros de saúde. Todos os alunos aprendem sobre os benefícios da boa alimentação.
“Se não intervirmos agora, estamos criando uma geração de obesos, de hipertensos, de diabéticos, que certamente terão uma chance maior de ter derrame, infarto ,insuficiência renal”, explica Helvécio Magalhães, da Secretaria Nacional de Atenção à Saúde.
O nutrólogo Leandro Vaz lembra que também é fundamental colocar as crianças para se exercitar. Seja na rua, no quintal de casa ou na academia. Pelo menos, três vezes por semana.
“Se a criança tem duas vezes por semana aula de educação física na escola, é muito pouco. O ideal seria nos fins de semana os pais aproveitarem para levar as crianças para o clube, para jogar bola, andar de bicicleta, coisas que elas tenham prazer. Porque se não tiver prazer, dura um mês e elas param”, diz o nutrólogo.
 
Assista a reportagem:

Craque-10 Convida treinos gratuitos aos sabados Peneirão para formação de novas equipes de competição 2012


                                                 
CONVITE


          Com os objetivos de incentivar a pratica desportiva através do futsal e realizar intercâmbios entre Escolas e Alunos da Zona Sul Porto Alegre,venho por meio deste, convidar Meninos e Meninas com idades de 05 a 17 Anos (Nascidos de 2007 a 1995) a participar dos TREINOS GRATUITOS
Por favor, entre em contato com a organização do Projeto Craque10 de Futsal pelo fone 85378192 Oi, 81574976 Tim e 92736613 Claro e marque sua presença, nosso primeiro treino será dia 10/03/12.
Todos os Sábados pela manhã.
Cronograma:
9h Pre-Mirim e Mirim (2002 a 1999) Idade 11 aos 14 anos;
10h Fraldinha e Mamadeira (2003 a 2007) Idade 5 aos 8 anos;
11h Feminino
12h Infanto e Infantil (1995 a 1998) Idade 15 aos 17 anos.
Local: Ipanema Tênis Clube (Pedregulho)- Avenida Juca Batista nº2354
         
Conto com a sua participação para abrilhantarmos este Projeto.

Atenciosamente,
                                                                     Prof. Jaqueline Escobar Pastro
                                                                               Cref 008884-G/Rs

Porto Alegre, Março de 2012.

sábado, 18 de fevereiro de 2012


Categorias de base - parte II
Clube deve ter filosofia de trabalho clara e objetivo definido para que torneios, que teriam a função de ajudar na preparação de novos talentos, não atrapalhem a formação
Paulo André Cren Benini*
No texto anterior tentei evidenciar que o modelo atual aplicado nas categorias de base é deficitário por causa do baixo aproveitamento dos atletas formados dentro dos clubes e que se torna mais vantajoso (seguro) contratar jovens profissionais já preparados ao invés de investir em garotos em formação. 

Mais do que isso, quis passar que se continuarmos tentando revelar jogadores aos 18 anos, se não profissionalizarmos a estrutura de formação de atletas e de competições das categorias de base e nem formos capazes de preparar jovens para a vida fora do esporte (ensinando que jogar futebol não é só jogar futebol), continuaremos perdendo tempo e nos afastando, cada vez mais, do topo do futebol mundial.

Essa é a uma constatação.
Li todos os comentários e confesso que alguns anteciparam boa parte do que eu iria escrever nesta segunda parte. Eu, assim como a maioria, não acredito que os grandes clubes e os tradicionais formadores devam parar de investir na base, mas insisto em dizer que devem focar suas forças para reverter a deficitária situação atual e, principalmente, a péssima qualidade na formação de jovens atletas. 

Como? Definindo uma filosofia de trabalho a longo prazo, conceituando toda a estrutura, otimizando seus modelos, qualificando seus treinadores e treinamentos, oferecendo uma formação completa ao individuo e, por fim, atingindo algo próximo a 20 ou 25% de sucesso – o que significa aproveitar 20 ou 25% de jogadores oriundos da base no profissional. Esse deve ser o objetivo.

O clube que quiser atingir isso terá que driblar as confusões feitas pelas entidades que regem o futebol nos estados e no país e não poderá dar muita importância a suas competições, pois essa é a única maneira de fugir das limitações que elas causam a formação dos jovens jogadores brasileiros. Digo isso por não encontrar lógica no calendário anual da categoria Junior, que antecede a profissional. Por se tratar do último passo antes da transição ao time de cima, deveria ser tratada com maior importância e interesse por todos os envolvidos, incluindo clubes, federações e confederação.
Por exemplo: digamos que a Copa São Paulo (sub-18), disputada em janeiro, seja a primeira competição do ano. O próximo campeonato para a categoria sub-20 só acontece no final de maio, quando as equipes iniciam o Campeonato Paulista. Em julho, em meio ao campeonato estadual, os clubes deslocam todo um efetivo para a disputa da Taça BH, que se equipara à Copa São Paulo mas tem menor exposição. O Paulistinha se estende (para os finalistas) até dezembro quando surge o Campeonato Brasileiro sub-20 que é disputado entre os dias 5 e 20 do mesmo mês. Resumindo: os garotos ficam quatro meses sem disputar campeonatos. 

Quando chega o mês de maio, as comissões técnicas se perguntam se optam por jogar com o sub-18 para preparar melhor o time para a Taça São Paulo (que tem maior visibilidade para atletas, clubes e treinadores) ou mantêm seus times intactos pensando na evolução dos atletas de 19 e 20 anos.

Para não errar nessa decisão, o clube deve ter uma filosofia de trabalho clara e um objetivo definido para que os torneios, que teriam a função de ajudar na preparação de novos talentos, não atrapalhem a formação desses meninos.
Esquecendo-nos das competições, devemos focar na formação. Quantas vezes escutamos que o jogador A não sabe chutar, o B não sabe cruzar e o C não sabe cabecear? Se os garotos passam quatro ou cinco anos dentro de um clube e não aprendem isso, de quem é a culpa? Onde está o erro? No método de ensino ou na promoção deles para a categoria de cima? 

Outro problema recorrente no Brasil: falta de consciência tática, de jogo em equipe, de ajuda na recuperação da posse de bola - tudo isso é treinável. São princípios de jogo que servem como base para as variações táticas. Se o jovem aprender isso, poderá aplicá-las em qualquer sistema ou situação de jogo. Mas você acha que tem alguém ensinando isso nas equipes de base?

Essa carência nos leva à fundamental importância de se investir na qualidade da comissão técnica e na pedagogia dos treinamentos para fazer o jovem caminhar na direção que o clube acredita ser ideal para promovê-lo, um dia, à sua equipe principal. 

Não adianta se preocupar, assim como fazem atualmente clubes e empresários brasileiros, em identificar o talento aos 12 ou 13 anos, pagar salários felpudos e contratar os pais do menino para burlar a lei e mantê-lo ali. Não há nenhuma garantia de que ele chegará ao profissional e muito menos de que ele será um craque. 

Pelo contrário, corre-se um sério risco de mimá-lo demais ou dar-lhe muito mais dinheiro do que ele estaria preparado (psicologicamente) para receber nessa idade, o que o fará relaxar e não se dedicar suficientemente, como exige o esporte de alto rendimento.

No formato e na mentalidade atual, acertaremos 1 em cada 1000 fenômenos infantis e jogaremos fora 999 meninos, tirados do convívio da família, não preparados para vida e devolvidos à sociedade sem nenhuma instrução. 

O grande problema no Brasil é que tem gente que diz que, ainda assim, vale a pena o investimento feito pois o jogador revelado será vendido por 20 milhões de dolares e pagará a conta dos que não deram certo. 

Aquele que for a favor deste modelo, lembre-se de não protestar sobre falta de amor à camisa nem chamar o jogador de mercenário, pois é exatamente isso que estamos ensinando a um garoto de 13 anos que opta por um clube que o paga melhor, quando na verdade deveria optar pela melhor estrutura e projeto de vida, correto?

Outro exemplo: nas universidades norte-americanas, os caçadores de talentos convencem atletas com potencial, oriundos do colégio, por meio do histórico de seus treinadores capacitados, da porcentagem de jogadores que saíram de lá para a NBA, NFL, etc... e pela qualidade do ensino universitário que será possível cursar. Não é pelo salário, nem pelas mordomias, mas sim pelo que a opção representa ao futuro do indivíduo.
Você deve estar se perguntando: é possível manter um jovem dentro de um clube frente à concorrência financeira de outro clube maior ou mais rico? Depende. Confesso que é impossível manter 100% dos atletas. Cada um tem uma cabeça, uma história e uma necessidade. Mas tenho certeza de que é possível chegar ao mínimo a 50% de permanência (no curto prazo) e aumentá-la gradativamente, desde que o projeto oferecido seja eficiente, claro e verdadeiro.
O que quero dizer com isso?
Deve-se oferecer ao jovem que está dentro do projeto chances reais e lógicas de fazer parte da equipe profissional do seu clube, não porque ele seja um craque, mas porque o seu clube tem o histórico de formá-lo (capacitadamente) com os “ingredientes” que acredita serem fundamentais para a “filosofia” de futebol que seu time/conselho/torcedores acreditam ser ideal. 

Para isso ser possível, a primeira coisa que devemos fazer é eliminar a pressão para que o jovem chegue ao profissional aos 18 anos. Se oferecermos mais dois ou três anos de formação e lapidação fina, as chances de produzirmos atletas melhores é maior e a chance de o clube se desfazer erroneamente de um atleta de qualidade é muito menor.

Manter esses jovens até 20 ou 21 anos em suas categorias de base os farão ficar ansiosos em sair? Sim. Os empresários tentarão convencê-los a deixar seu clube para jogar em outro pensando no ganho financeiro a curto prazo? Sim. Eles terão um maior assédio das equipes internacionais? Sim. E como convencê-los a ficar? Respondo essa pergunta com outra pergunta: você acha que os garotos do Barcelona não sofrem assédio? O clube pode até perder alguns jogadores, mas não fará loucuras ou mudará sua filosofia por causa de um jovem talento.

Essas perdas não representam um prejuízo irreparável porque a fórmula de sucesso do projeto está na qualidade da formação e não nos jogadores. Além disso, inúmeros outros movimentos se fazem necessários para que haja oportunidades aos jovens da base. Olhar para eles antes de contratar alguém de fora para o profissional é fundamental. Estabilidade no trabalho do treinador da equipe principal também, para que ele possa lançar jogadores da base sem sofrer pressões extremas por resultados.

Mas o Brasil ainda está engatinhando e, para nossa tristeza, a fórmula permanece inalterada (e pior, inquestionada), simplesmente porque tem alguém/alguns tirando proveito da situação. Vide o número de times de empresários, de negociações de meninos pós-Copinha e de jovens promessas deixando o país para lugares que, apesar de pagarem bem, não dão continuidade ao desenvolvimento do atleta. 

Aos senhores feudais travestidos de políticos e dirigentes que assumiram cargos técnicos fundamentais para o desenvolvimento do esporte brasileiro sem a qualificação ou visão necessárias que os postos demandam, vale lembrar que, apesar desse êxodo de jogadores parecer um problema individual do jovem que faz a escolha, a médio e longo prazo está claro que esse movimento fez e faz mal ao nosso futebol e à nossa seleção. 

Se continuarmos contando com a sorte e com o ‘achadorismo’ continuaremos nesse ciclo vicioso de péssima formação educacional e esportiva. Para que a máquina volte a se movimentar, devemos mudar.

No próximo post fecharei o tema... Conto com vocês, suas opiniões e ideias! 
 

*Nascido em 20 de agosto de 1983, Paulo André Cren Benini iniciou sua carreira como infantil do São Paulo Futebol Clube, em 1998, onde permaneceu até 2001, conquistando dois títulos paulistas de categoria de base (2000 e 2001). Em dezembro de 2001, foi transferido para o Centro Sportivo Alagoano, ficando por apenas três meses.
Em março de 2002, Paulo André voltou para o estado de São Paulo, desta vez para atuar no Águas de Lindóia Esporte Clube. Lá, foi campeão paulista de juniores da Série A-2 e teve sua primeira chance como profissional, ajudando o clube a subir da quinta para a quarta divisão estadual. Em janeiro de 2003, transferiu-se para os juniores do Guarani Futebol Clube, onde foi promovido aos profissionais. Em julho de 2004, sofreu com uma contusão no púbis, que o deixou afastado por seis meses.
Em junho de 2005, Paulo André foi transferido para o Clube Atlético Paranaense, onde foi consagrado como um dos cinco melhores zagueiros do Brasil, pela Revista Placar. Em 2006, recebeu o título de Melhor Zagueiro do Estado, pela Federação Paranaense de Futebol.
Aos 22 anos, em junho de 2006, o atleta firmou contrato de quatro anos com o Le Mans Football Club, onde participou por três anos dos campeonatos: Francês, Copa da França e Copa da Liga. Em julho de 2009, Paulo André foi apresentado como nova contratação do Sport Club Corinthians Paulista, em um empréstimo que iria até agosto de 2010. 

Mesmo atuando como reserva, o zagueiro destacou-se nas jogadas aéreas, marcou três gols, e teve seus direitos econômicos comprados pelo time paulista, firmando novo contrato que vai até julho de 2012. 

O texto foi retirado na íntegra do blog mantido pelo jogador: http://pauloandre-13.blogspot.com/

PÊNALTI PERFEITO

PÊNALTI: SORTE OU TREINAMENTO

Na matéria realizada pelo Globo Esporte dia 26/06/2009, mostrou a Tese Científica que mostra o local perfeito para cobrança de pênalti ser indefensável.


A Craque-10 elaborou uma forma divertida de treinar e motivar seus alunos para este momento do jogo, através do DESTAQUE DO MÊS, sempre ao final de cada treino todos os alunos tem direito de realizar uma cobrança de pênalti, que somado com outras exigências (http://craque-10.blogspot.com/2011/12/destaque-do-mes-de-dezembro-2011.html#links) pode torna-lo Destaque do Mês
Quer fazer parte da Escola de Futsal Craque10?? Entre em contato conosco através de algum de nossos canais de divulgação http://meadiciona.com/craque10 ou pelos fones: 51-853738192/ 81574976 Professora Responsável: Jaqueline Escobar CREF: 008884-G/RS

METROPOLITANO DE FUTSAL 2017

CRAQUE 10 X ATLETICO SARANDI Nosso sábado foi recheado de gols, jogadas e muito futebol.  Enfrentamos a organizada equipe do atlético s...