terça-feira, 6 de março de 2012

Número de Crianças Obesas cresce e preocupa Ministério da Saúde


Edição do dia 06/03/2012
06/03/2012 09h37 - Atualizado em 06/03/2012 09h37


Um alerta para os pais: uma em cada três crianças está acima do peso no Brasil. Nesta semana, mutirão percorre escolas para pesar e medir alunos.


Um alerta para os pais: uma em cada três crianças está acima do peso. A obesidade infantil preocupa o Ministério da Saúde.
E a mobilização começou pelas escolas. Durante toda a semana, profissionais do Saúde da Escola vão pesar e medir os alunos. Aqueles que estiverem com excesso de peso vão ser encaminhados para unidades de saúde. Mais de cinco milhões de estudantes, com idades entre 5 e 19 anos, deverão ser atendidos.
Depois que ficou diabético, Tércio Carvalho decidiu: ele e toda a família fariam dieta. Mas, convencer os filhos nem sempre é fácil. “O mais difícil é disciplinar as crianças a comerem na hora certa e comerem o que é nutritivo”, conta o empresário.
Vinícius, filho dele, se esforça. Só que, às vezes, pula uma refeição importante. “Café da manhã, de vez em quando. Quando eu acordo cedo, dá tempo. Aí, dá para comer. Mas quando não dá, não deu”, diz ele.
E para resistir às tentações que estão bem na porta da escola? “Pipoca, refrigerante, balinha, doce”, enumera a estudante Alícia Ferreira, de 12 anos.
O excesso de peso entre os pequenos, crianças de 5 a 9 anos, foi o que mais chamou a atenção do Ministério da Saúde: 35% dos meninos e 32% das meninas estão acima do peso. Mais de 500 mil estão no nível mais grave de obesidade. E 136 mil adolescentes estão na mesma situação.
Médicos e enfermeiros do Ministério da Saúde estão visitando 22 mil escolas públicas de todo o país. Eles medem a pressão, a altura e pesam as crianças. Quem está obeso é encaminhado aos centros de saúde. Todos os alunos aprendem sobre os benefícios da boa alimentação.
“Se não intervirmos agora, estamos criando uma geração de obesos, de hipertensos, de diabéticos, que certamente terão uma chance maior de ter derrame, infarto ,insuficiência renal”, explica Helvécio Magalhães, da Secretaria Nacional de Atenção à Saúde.
O nutrólogo Leandro Vaz lembra que também é fundamental colocar as crianças para se exercitar. Seja na rua, no quintal de casa ou na academia. Pelo menos, três vezes por semana.
“Se a criança tem duas vezes por semana aula de educação física na escola, é muito pouco. O ideal seria nos fins de semana os pais aproveitarem para levar as crianças para o clube, para jogar bola, andar de bicicleta, coisas que elas tenham prazer. Porque se não tiver prazer, dura um mês e elas param”, diz o nutrólogo.
 
Assista a reportagem:

Craque-10 Convida treinos gratuitos aos sabados Peneirão para formação de novas equipes de competição 2012


                                                 
CONVITE


          Com os objetivos de incentivar a pratica desportiva através do futsal e realizar intercâmbios entre Escolas e Alunos da Zona Sul Porto Alegre,venho por meio deste, convidar Meninos e Meninas com idades de 05 a 17 Anos (Nascidos de 2007 a 1995) a participar dos TREINOS GRATUITOS
Por favor, entre em contato com a organização do Projeto Craque10 de Futsal pelo fone 85378192 Oi, 81574976 Tim e 92736613 Claro e marque sua presença, nosso primeiro treino será dia 10/03/12.
Todos os Sábados pela manhã.
Cronograma:
9h Pre-Mirim e Mirim (2002 a 1999) Idade 11 aos 14 anos;
10h Fraldinha e Mamadeira (2003 a 2007) Idade 5 aos 8 anos;
11h Feminino
12h Infanto e Infantil (1995 a 1998) Idade 15 aos 17 anos.
Local: Ipanema Tênis Clube (Pedregulho)- Avenida Juca Batista nº2354
         
Conto com a sua participação para abrilhantarmos este Projeto.

Atenciosamente,
                                                                     Prof. Jaqueline Escobar Pastro
                                                                               Cref 008884-G/Rs

Porto Alegre, Março de 2012.

sábado, 18 de fevereiro de 2012


Categorias de base - parte II
Clube deve ter filosofia de trabalho clara e objetivo definido para que torneios, que teriam a função de ajudar na preparação de novos talentos, não atrapalhem a formação
Paulo André Cren Benini*
No texto anterior tentei evidenciar que o modelo atual aplicado nas categorias de base é deficitário por causa do baixo aproveitamento dos atletas formados dentro dos clubes e que se torna mais vantajoso (seguro) contratar jovens profissionais já preparados ao invés de investir em garotos em formação. 

Mais do que isso, quis passar que se continuarmos tentando revelar jogadores aos 18 anos, se não profissionalizarmos a estrutura de formação de atletas e de competições das categorias de base e nem formos capazes de preparar jovens para a vida fora do esporte (ensinando que jogar futebol não é só jogar futebol), continuaremos perdendo tempo e nos afastando, cada vez mais, do topo do futebol mundial.

Essa é a uma constatação.
Li todos os comentários e confesso que alguns anteciparam boa parte do que eu iria escrever nesta segunda parte. Eu, assim como a maioria, não acredito que os grandes clubes e os tradicionais formadores devam parar de investir na base, mas insisto em dizer que devem focar suas forças para reverter a deficitária situação atual e, principalmente, a péssima qualidade na formação de jovens atletas. 

Como? Definindo uma filosofia de trabalho a longo prazo, conceituando toda a estrutura, otimizando seus modelos, qualificando seus treinadores e treinamentos, oferecendo uma formação completa ao individuo e, por fim, atingindo algo próximo a 20 ou 25% de sucesso – o que significa aproveitar 20 ou 25% de jogadores oriundos da base no profissional. Esse deve ser o objetivo.

O clube que quiser atingir isso terá que driblar as confusões feitas pelas entidades que regem o futebol nos estados e no país e não poderá dar muita importância a suas competições, pois essa é a única maneira de fugir das limitações que elas causam a formação dos jovens jogadores brasileiros. Digo isso por não encontrar lógica no calendário anual da categoria Junior, que antecede a profissional. Por se tratar do último passo antes da transição ao time de cima, deveria ser tratada com maior importância e interesse por todos os envolvidos, incluindo clubes, federações e confederação.
Por exemplo: digamos que a Copa São Paulo (sub-18), disputada em janeiro, seja a primeira competição do ano. O próximo campeonato para a categoria sub-20 só acontece no final de maio, quando as equipes iniciam o Campeonato Paulista. Em julho, em meio ao campeonato estadual, os clubes deslocam todo um efetivo para a disputa da Taça BH, que se equipara à Copa São Paulo mas tem menor exposição. O Paulistinha se estende (para os finalistas) até dezembro quando surge o Campeonato Brasileiro sub-20 que é disputado entre os dias 5 e 20 do mesmo mês. Resumindo: os garotos ficam quatro meses sem disputar campeonatos. 

Quando chega o mês de maio, as comissões técnicas se perguntam se optam por jogar com o sub-18 para preparar melhor o time para a Taça São Paulo (que tem maior visibilidade para atletas, clubes e treinadores) ou mantêm seus times intactos pensando na evolução dos atletas de 19 e 20 anos.

Para não errar nessa decisão, o clube deve ter uma filosofia de trabalho clara e um objetivo definido para que os torneios, que teriam a função de ajudar na preparação de novos talentos, não atrapalhem a formação desses meninos.
Esquecendo-nos das competições, devemos focar na formação. Quantas vezes escutamos que o jogador A não sabe chutar, o B não sabe cruzar e o C não sabe cabecear? Se os garotos passam quatro ou cinco anos dentro de um clube e não aprendem isso, de quem é a culpa? Onde está o erro? No método de ensino ou na promoção deles para a categoria de cima? 

Outro problema recorrente no Brasil: falta de consciência tática, de jogo em equipe, de ajuda na recuperação da posse de bola - tudo isso é treinável. São princípios de jogo que servem como base para as variações táticas. Se o jovem aprender isso, poderá aplicá-las em qualquer sistema ou situação de jogo. Mas você acha que tem alguém ensinando isso nas equipes de base?

Essa carência nos leva à fundamental importância de se investir na qualidade da comissão técnica e na pedagogia dos treinamentos para fazer o jovem caminhar na direção que o clube acredita ser ideal para promovê-lo, um dia, à sua equipe principal. 

Não adianta se preocupar, assim como fazem atualmente clubes e empresários brasileiros, em identificar o talento aos 12 ou 13 anos, pagar salários felpudos e contratar os pais do menino para burlar a lei e mantê-lo ali. Não há nenhuma garantia de que ele chegará ao profissional e muito menos de que ele será um craque. 

Pelo contrário, corre-se um sério risco de mimá-lo demais ou dar-lhe muito mais dinheiro do que ele estaria preparado (psicologicamente) para receber nessa idade, o que o fará relaxar e não se dedicar suficientemente, como exige o esporte de alto rendimento.

No formato e na mentalidade atual, acertaremos 1 em cada 1000 fenômenos infantis e jogaremos fora 999 meninos, tirados do convívio da família, não preparados para vida e devolvidos à sociedade sem nenhuma instrução. 

O grande problema no Brasil é que tem gente que diz que, ainda assim, vale a pena o investimento feito pois o jogador revelado será vendido por 20 milhões de dolares e pagará a conta dos que não deram certo. 

Aquele que for a favor deste modelo, lembre-se de não protestar sobre falta de amor à camisa nem chamar o jogador de mercenário, pois é exatamente isso que estamos ensinando a um garoto de 13 anos que opta por um clube que o paga melhor, quando na verdade deveria optar pela melhor estrutura e projeto de vida, correto?

Outro exemplo: nas universidades norte-americanas, os caçadores de talentos convencem atletas com potencial, oriundos do colégio, por meio do histórico de seus treinadores capacitados, da porcentagem de jogadores que saíram de lá para a NBA, NFL, etc... e pela qualidade do ensino universitário que será possível cursar. Não é pelo salário, nem pelas mordomias, mas sim pelo que a opção representa ao futuro do indivíduo.
Você deve estar se perguntando: é possível manter um jovem dentro de um clube frente à concorrência financeira de outro clube maior ou mais rico? Depende. Confesso que é impossível manter 100% dos atletas. Cada um tem uma cabeça, uma história e uma necessidade. Mas tenho certeza de que é possível chegar ao mínimo a 50% de permanência (no curto prazo) e aumentá-la gradativamente, desde que o projeto oferecido seja eficiente, claro e verdadeiro.
O que quero dizer com isso?
Deve-se oferecer ao jovem que está dentro do projeto chances reais e lógicas de fazer parte da equipe profissional do seu clube, não porque ele seja um craque, mas porque o seu clube tem o histórico de formá-lo (capacitadamente) com os “ingredientes” que acredita serem fundamentais para a “filosofia” de futebol que seu time/conselho/torcedores acreditam ser ideal. 

Para isso ser possível, a primeira coisa que devemos fazer é eliminar a pressão para que o jovem chegue ao profissional aos 18 anos. Se oferecermos mais dois ou três anos de formação e lapidação fina, as chances de produzirmos atletas melhores é maior e a chance de o clube se desfazer erroneamente de um atleta de qualidade é muito menor.

Manter esses jovens até 20 ou 21 anos em suas categorias de base os farão ficar ansiosos em sair? Sim. Os empresários tentarão convencê-los a deixar seu clube para jogar em outro pensando no ganho financeiro a curto prazo? Sim. Eles terão um maior assédio das equipes internacionais? Sim. E como convencê-los a ficar? Respondo essa pergunta com outra pergunta: você acha que os garotos do Barcelona não sofrem assédio? O clube pode até perder alguns jogadores, mas não fará loucuras ou mudará sua filosofia por causa de um jovem talento.

Essas perdas não representam um prejuízo irreparável porque a fórmula de sucesso do projeto está na qualidade da formação e não nos jogadores. Além disso, inúmeros outros movimentos se fazem necessários para que haja oportunidades aos jovens da base. Olhar para eles antes de contratar alguém de fora para o profissional é fundamental. Estabilidade no trabalho do treinador da equipe principal também, para que ele possa lançar jogadores da base sem sofrer pressões extremas por resultados.

Mas o Brasil ainda está engatinhando e, para nossa tristeza, a fórmula permanece inalterada (e pior, inquestionada), simplesmente porque tem alguém/alguns tirando proveito da situação. Vide o número de times de empresários, de negociações de meninos pós-Copinha e de jovens promessas deixando o país para lugares que, apesar de pagarem bem, não dão continuidade ao desenvolvimento do atleta. 

Aos senhores feudais travestidos de políticos e dirigentes que assumiram cargos técnicos fundamentais para o desenvolvimento do esporte brasileiro sem a qualificação ou visão necessárias que os postos demandam, vale lembrar que, apesar desse êxodo de jogadores parecer um problema individual do jovem que faz a escolha, a médio e longo prazo está claro que esse movimento fez e faz mal ao nosso futebol e à nossa seleção. 

Se continuarmos contando com a sorte e com o ‘achadorismo’ continuaremos nesse ciclo vicioso de péssima formação educacional e esportiva. Para que a máquina volte a se movimentar, devemos mudar.

No próximo post fecharei o tema... Conto com vocês, suas opiniões e ideias! 
 

*Nascido em 20 de agosto de 1983, Paulo André Cren Benini iniciou sua carreira como infantil do São Paulo Futebol Clube, em 1998, onde permaneceu até 2001, conquistando dois títulos paulistas de categoria de base (2000 e 2001). Em dezembro de 2001, foi transferido para o Centro Sportivo Alagoano, ficando por apenas três meses.
Em março de 2002, Paulo André voltou para o estado de São Paulo, desta vez para atuar no Águas de Lindóia Esporte Clube. Lá, foi campeão paulista de juniores da Série A-2 e teve sua primeira chance como profissional, ajudando o clube a subir da quinta para a quarta divisão estadual. Em janeiro de 2003, transferiu-se para os juniores do Guarani Futebol Clube, onde foi promovido aos profissionais. Em julho de 2004, sofreu com uma contusão no púbis, que o deixou afastado por seis meses.
Em junho de 2005, Paulo André foi transferido para o Clube Atlético Paranaense, onde foi consagrado como um dos cinco melhores zagueiros do Brasil, pela Revista Placar. Em 2006, recebeu o título de Melhor Zagueiro do Estado, pela Federação Paranaense de Futebol.
Aos 22 anos, em junho de 2006, o atleta firmou contrato de quatro anos com o Le Mans Football Club, onde participou por três anos dos campeonatos: Francês, Copa da França e Copa da Liga. Em julho de 2009, Paulo André foi apresentado como nova contratação do Sport Club Corinthians Paulista, em um empréstimo que iria até agosto de 2010. 

Mesmo atuando como reserva, o zagueiro destacou-se nas jogadas aéreas, marcou três gols, e teve seus direitos econômicos comprados pelo time paulista, firmando novo contrato que vai até julho de 2012. 

O texto foi retirado na íntegra do blog mantido pelo jogador: http://pauloandre-13.blogspot.com/

PÊNALTI PERFEITO

PÊNALTI: SORTE OU TREINAMENTO

Na matéria realizada pelo Globo Esporte dia 26/06/2009, mostrou a Tese Científica que mostra o local perfeito para cobrança de pênalti ser indefensável.


A Craque-10 elaborou uma forma divertida de treinar e motivar seus alunos para este momento do jogo, através do DESTAQUE DO MÊS, sempre ao final de cada treino todos os alunos tem direito de realizar uma cobrança de pênalti, que somado com outras exigências (http://craque-10.blogspot.com/2011/12/destaque-do-mes-de-dezembro-2011.html#links) pode torna-lo Destaque do Mês
Quer fazer parte da Escola de Futsal Craque10?? Entre em contato conosco através de algum de nossos canais de divulgação http://meadiciona.com/craque10 ou pelos fones: 51-853738192/ 81574976 Professora Responsável: Jaqueline Escobar CREF: 008884-G/RS

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Craque-10 na COLONIA DE FÉRIAS 2012





COLONIA DE FÉRIAS SERGS

A terça feira foi de muito calor em Porto Alegre, e os alunos da Craque-10 foram visitar e participar da colonia de férias na sede campestre da Sociedade de Engenharia (SERGS) lugar lindo com ginásio de esportes, quadra de futebol de areia, vôlei de praia, restaurante, pracinha, piscina e uma maravilhosa vista do Guaíba. Os alunos jogaram futebol, lancharam e aproveitaram a piscina até o final da tarde, se divertiram muito como é marca registrada dos eventos da Craque-10.
*Segue algumas fotos do evento:
























Agora, preparem-se!!!
Dia 1º de Fevereiro 2012
Tem mais Piscinas. Informações Gisele 85378192
ESCOLA DE FUTSAL CRAQUE-10
Av. Juca Batista, 2354- Ipanema-Porto Alegre/RS

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O ATLETA INTELIGENTE


O Atleta Inteligente
Perguntas óbvias, respostas óbvias
Não é raro depreciar-se e até ridicularizarem certas declarações dos jogadores de futebol em suas entrevistas à imprensa. Embora haja razões e exemplos de sobra para fundamentar certa ignorância e pobreza cultural que caracterizam tais depoimentos, é preciso destacar que, não raro certas respostas, óbvias ou surpreendentes, escondem, na verdade, uma sabedoria que precisa ser interpretada.
Primeiro é preciso considerar que algumas respostas dos atletas visam, prioritariamente, proteger suas privacidades e a relação extremamente hierarquizadas com seus superiores, e não responder objetivamente aquilo que foi perguntado.
O futebol, enquanto instituição conserva ainda um caráter bastante autoritário, onde aquele que sai do script tem que ter muita estrutura para suportar as pressões advindas de certas verdades declaradas. E isto não é exclusividade do futebol. Nossa cultura e sociedade são assim.
Afonsinho, Sócrates, Romário são exemplos de três gerações de jogadores que buscaram, dentro de certos limites, quebrar esta regra e aguentaram o tranco.
Outro fato pouco considerado é que a inteligência de um jogador de futebol não se mede apenas por sua capacidade de verbalizar ideias e pensamentos. A inteligência verbal-linguística e a inteligência lógico-matemática são apenas dois dos diferentes tipos de inteligência destacados hoje pelas ciências.
Se entendermos a inteligência como a capacidade para solucionarmos problemas ou criarmos produtos que sejam valorizados por uma determinada cultura, como nos ensina Howard Gardner, então vamos compreender que ela envolve não só os elementos verbais e lógicos de expressão e raciocínio, como também outros elementos fundamentais do comportamento humano.
Temos que considerar também outros tipos de inteligência como a emocional, a espiritual, a visual e espacial entre tantas outras. Todas elas, em diferentes graus, importantes para o desempenho das pessoas, sejam atletas ou não.
No caso do futebol, a inteligência sinestésica ou motora tem papel fundamental. Neste sentido, podemos observar jogadores analfabetos e ignorantes que conseguem encontrar soluções motoras geniais dentro de problemas que surgem dentro do campo.
João Paulo S. Medina

CATEGORIA DE BASE NO BRASIL


Categoria de base no Brasil - Parte I

Hoje o Corinthians gasta cerca de 15 milhões de reais por ano para manter oito equipes, do Dente de Leite ao Juniores. Se considerarmos que existam 30 atletas por categoria, teremos 240 crianças e jovens utilizando a estrutura (alimentação, saúde, alojamento, treinadores, etc...) do clube para chegar à sonhada equipe principal. A cada transição de categoria, jogadores ficam pelo caminho enquanto novos atletas surgem para ocupar o lugar daqueles que não conseguiram prosseguir. Ao final do processo, quantos meninos, de fato, chegarão ao time de cima? Quantos serão profissionais em outros clubes?

Antes de responder, é preciso entender que o cenário atual é completamente diferente daquele vivido nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Nessa época, jovens eram promovidos à equipe principal por terem uma qualidade excepcional ou porque os clubes brasileiros, em desgraça financeira, não tinham condições de contratar atletas renomados. Com isso, eram obrigados a preencher seus elencos com garotos que, apesar de despreparados, poderiam em um ou dois jogos encantar olheiros europeus e receber uma bolada de dinheiro pela transferência. Essa era a única forma de sobreviver e sanar parte dos problemas financeiros do clube.

Hoje, com a acentuada melhora econômica do país, o aumento da arrecadaçao e dos direitos de TV pagos aos grandes clubes tornou-se possível manter bons jogadores no elenco, duelar financeiramente contra times pequenos e médios da Europa e oferecer uma estrutura de trabalho que convença muitos atletas a permanecerem por aqui. Além disso, a possibilidade e a necessidade de contratar bons jogadores para preencher as carências da equipe, e fazê-la conquistar títulos, tem feito com que seja cada dia mais difícil acreditar que um jovem de 18 anos terá espaço no time de cima.

Abaixar a idade limite de 20 para 18 anos no torneio mais tradicional de base do Brasil é algo intragável. Fazer isso e ainda manter as competições estaduais sub-17 e sub-20 é confuso e irracional. Nínguém mais sabe qual competição priorizar ou o que fazer com os meninos de 19 e 20 anos que não podem disputar a Taça São Paulo mas que ainda não estão prontos para o profissional. Essa precocidade “forçada” desperdiça talentos e vidas dedicadas ao esporte simplesmente porque aqueles que comandam o futebol no país não se adaptaram à nova realidade. Assim, não há dinheiro ou fé que salvem as categorias de base e façam valer a pena o investimento.

Essa é a constatação prática de quem está há três anos em um grande clube e treinou, durante esse período, com inúmeros garotos credenciados a subir ao time principal. A maioria deles ficou conosco por três ou seis meses e em nenhum momento demonstraram condições de jogar ou mesmo de permanecer no elenco. Não porque não tinham potencial suficiente, mas porque ainda eram imaturos física e tecnicamente. Para falar a verdade, em alguns casos a diferença era tamanha que chegava a atrapalhar a qualidade dos treinos e prejudicar o ritmo dos demais jogadores. 

Por isso os cartolas que alteraram a fórmula deveriam saber que, salvo casos excepcionais como Neymar, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e alguns outros gênios precoces, jovens de 18 anos ainda não atingiram nem a maturação física nem um nível técnico/tático aceitável para disputar posição com atletas da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Se entendessem que nessa idade os garotos ainda estão em plena formação e evolução e que é muito cedo para decidir se ele será ou não um bom jogador, talvez mudassem as "regras do jogo". Principalmente porque "adiantar" em dois anos a decisão dos clubes/treinadores causa um efeito cascata com consequências nefastas aos cofres dos times que essas mesmas entidades/federações teriam por objetivo defender ou ajudar. 

Vou usar meus companheiros de time como exemplo: Weldinho foi contratado junto ao Paulista de Jundiaí aos 20 anos. Leandro Castán foi revelado no Atlético-MG, teve que ir para a Suécia e voltar ao Barueri para depois chegar, mais maduro, ao Corinthians. Ralf rodou times pequenos e foi descoberto, aos 24 anos, depois de bela campanha no Grêmio Barueri. Paulinho formou-se no Pão de Açúcar, jogou no Bragantino e chegou ao Corinthians quase de graça. Bruno César fez a base em times grandes mas foi trazido depois de uma boa campanha no Santo André. Indo na contramão, Fagner (lateral do Vasco da Gama) se formou no Corinthians mas não teve espaço. Fabrício, lateral esquerdo (hoje no Inter) também. Posso citar muitos outros exemplos para mostrar que, no modelo atual, os clubes formadores e empresários são forçados a ceder ou emprestar jovens atletas a equipes menores com o intuito de fazê-los adquirir experiência e tempo de jogo suficientes para, quem sabe um dia, voltarem preparados ao clube grande.

Mas então por que o desespero de assinar contratos profissionais com garotos de 16 anos? E pior que isso, por que pagar-lhes suntuosos salários simplesmente para aumentar a multa de rescisão do contrato e evitar perdê-los aos clubes aliciadores que roubam atletas pela imposição do dinheiro? O gasto é elevado demais enquanto o retorno é insuficiente e incerto para fazer a máquina funcionar sozinha. Além disso, o risco de errar ao se assinar contratos profissionais a torto e a direito porque X ou Y fizeram jogos ou campanhas extraordinários no Infantil ou Juvenil é enorme pois sabemos que ser um grande artilheiro na base não é garantia de sucesso no profissional.

Se não houver uma mudança cultural e de reorganização do calendário, das competições, da formação das equipes de base pensando sempre no longo prazo e no futuro do futebol brasileiro, acredito que os clubes grandes deveriam mudar suas estratégias (assim como fazem Manchester, Real Madrid, etc...) e pensarem como empresa, diminuindo o risco e otimizando o lucro. Ou seja, na atual conjuntura, a melhor decisão, financeiramente falando, seria contratar cinco revelações por ano ao preço de 3 milhões de reais cada, ao invés de gastar 15 milhões de reais para manter 240 pessoas treinando. É mais seguro contratar cinco jovens talentos (de 21 ou 22 anos) de clubes pequenos/médios que comprovadamente atuaram em um bom nível profissional na última temporada do que tentar revelar um fenômeno ou cinco bons atletas por ano.

O que você acha disso?

Esse assunto será discutido nos três próximos posts. Nessa semana postarei o contra-argumento dessa tese. Espero o seu comentário e sua ideia para elevar a discussão.


*ESTE TEXTO FOI RETIRADO NA INTEGRA DO BLOG: http://pauloandre-13.blogspot.com/

METROPOLITANO DE FUTSAL 2017

CRAQUE 10 X ATLETICO SARANDI Nosso sábado foi recheado de gols, jogadas e muito futebol.  Enfrentamos a organizada equipe do atlético s...