quarta-feira, 13 de julho de 2011

Futebol Feminino

 
 
 
3/07/2011 11h10 - Atualizado em 13/07/2011 11h10

Cansada de promessas, Seleção cobra apoio ao futebol feminino

No retorno ao Brasil, jogadoras não medem palavras e voltam a pedir investimento na modalidade

Por Marcelo Baltar Rio de Janeiro
Cristiane Desembarque Seleção Feminina de futebol (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)Cristiane foi dura: "Não muda nada"
(Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)
Que o futebol feminino no Brasil ainda engatinha quando o assinto é estrutura, não é novidade para ninguém. Entretanto, o coro por apoio e investimento ganhou força após a eliminação no Mundial da Alemanha, no último domingo, contra os Estados Unidos.
Durante o triste desembarque da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro, o discurso foi afinado. Todos, sem exceção, questionaram a falta de apoio à modalidade no Brasil. A atacante Cristiane, por exemplo, foi dura e cobrou mais atenção ao futebol feminino brasileiro.
Questionada se a decepção na Alemanha poderia causar uma queda no investimento na modalidade no país, Cristiane não mediu as palavras.
- Se a gente ganhasse o Mundial teria investimento? Não sei, acho que não. A gente já fez o que fez, e não muda nada. Vocês sabem quantos amistosos tivemos antes do Mundial? Só um contra o Chile, que é um time que nem foi para a Copa do Mundo. Algumas jogadoras foram para a Copa do Mundo sem clube. Foi o caso da Formiga – desabafou.
O técnico Kleiton Lima não foi tão incisivo, mas também cobrou apoio, principalmente na base.
Vivemos de promessas"
Rosana, meia da Seleção
- A CBF nos dá todo o apoio, mas precisamos de investimentos nas categorias de base. No Brasil, as garotas começam a ser preparadas para o futebol com 18, 19 anos. Precisamos trabalhá-las mais cedo par ao futebol – ponderou o treinador.
Cansada da falta de investimento, Rosana também não poupou críticas.
- Precisamos de apoio. Vivemos de promessa
Nesta quarta-feira, as seleção finalistas do Mundial serão conhecidas. Às 13h, em Monchengladbach, a França enfrenta os EUA.Na sequência, às15h45, Japão e Suécia duelam em Frankfurt.
Rosana Desembarque Seleção Feminina de futebol (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)Rosana durante o desembarque da Seleção Brasileira (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)

 
 
Favoritas, americanas e suecas tentam despachar zebras
13 de julho de 2011 08h25

 . Foto: Getty Images Com boas atuações, goleira Hope Solo é esperança para classificar time americano à final
Foto: Getty Images

Dassler Marques
Direto de Mönchengladbach
O favoritismo nas semifinais da Copa do Mundo de Futebol Feminino está declarado para Estados Unidos e Suécia. Nesta quarta-feira, respectivamente em Mönchengladbach e Frankfurt, americanas e suecas tentarão despachar dois times que podem ser chamados de zebras. Afinal, França e Japão jamais foram tão longe em seis edições do torneio, que já não tem mais a Seleção Brasileira, despachada no domingo.
Liderada por Hope Solo e Abby Wambach, a seleção dos Estados Unidos tenta voltar a uma final da Copa do Mundo após cair duas vezes consecutivas nas semifinais e beliscar o bronze. Empolgada pela vitória épica sobre o Brasil no último domingo, o time americano só teve um dia de recuperação e outro de treino. Nesta quarta-feira, às 13h (de Brasília), vai ao Borussia Park para tentar eliminar mais um time que pode chamar de freguês.
Dos últimos 13 confrontos entre os dois países, os Estados Unidos venceram simplesmente 11. As francesas, que não ganham esse confronto desde 1990, apostam na evolução do futebol feminino em sua liga. Recentemente, o Olympique Lyon, com só quatro estrangeiras no time titular, foi campeão da Liga dos Campeões da Europa.
Cada qual com seu estilo, francesas e americanas são os times que mais finalizaram a gol na Copa: 32 arremates para cada. "Tivemos um dia a mais de recuperação e ainda não inventaram uma máquina que possa resolver isso. Nossa prioridade tem sido trabalhar as táticas e a posse de bola. Fizemos alguns exercícios relacionados a esses aspectos", afirmou o treinador Bruno Bini, que acredita ter um time mais técnico que o dos Estados Unidos, cuja principal arma é a bola aérea para a forte Wambach.
A França, assim como a equipe americana, também chegou às semifinais de forma quase épica. A equipe era surpreendida pela Inglaterra, mas Bussaglia acertou um lindo chute de longe e decretou o empate aos 43min do segundo tempo, o que permitiu a conquista da vaga nos pênaltis. Como o jogo foi no sábado, e os Estados Unidos só atuaram no domingo, Bini acredita ter uma vantagem física. Hope Solo, porém, aponta que o moral americano está nas alturas.
"Temos um acordo para chegar ao topo e podemos superar qualquer coisa, porque estamos cheias de confiança. No dia seguinte à vitória sobre o Brasil, estava muito exausta e emocionalmente cansada, mas na manhã seguinte já tentei tirar tudo da minha cabeça", observou a goleira americana, maior destaque das quartas de final.
Suécia tenta manter o 100% de aproveitamento
Com quatro vitórias em quatro jogos, a Suécia também foi o único time a conquistar a vaga nas semifinais com 90 minutos. No domingo, fez 3 a 1 sobre o técnico time australiano, confirmando a boa fase que já mostrara ao bater os Estados Unidos na fase de grupos. As suecas testam sua força contra a maior zebra: Japão, que no último sábado eliminou simplesmente a anfitriã e atual bicampeã Alemanha. O duelo entre europeias e asiáticas ocorre também nesta quarta, às 15h45 (de Brasília) em Frankfurt, na Commerzbank-Arena.
Enquanto as japonesas estreiam em uma semifinal de Copa, a Suécia tenta seu primeiro título em uma competição na qual já tem história para contar. Quarto lugar em 1991, o time sueco ficou com o vice em 2003, quando perdeu para a Alemanha no gol de ouro. O Japão ratifica a boa fase do futebol feminino em seu país, já que foi semifinalista também na Olimpíada 2008 e conta com um ótimo retrospecto nos confrontos diretos.
"Quando jogamos o último amistoso contra a Suécia, ganhamos confiança e desde então melhoramos", recorda o treinador Norio Sasaki. Nos últimos quatro confrontos entre os dois países, os japoneses venceram dois e empataram outros dois. "Contra a Alemanha, ganhamos outras experiências valiosas, mas só o Deus do futebol sabe quem vai vencer", acrescentou Sasaki.
Em campo, estarão as duas jogadoras com mais chances de tirar de Marta, que tem quatro gols, a artilharia do Mundial. Homare Sawa, do Japão, e Lisa Dahlkvist, da Suécia, vêm logo atrás da brasileira, com três gols cada.
Terra

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